Júlio Dário Leitão de Ávila Filho transforma permuta em alternativa real de crédito para empresários brasileiros
De frentista de posto a líder de expansão da Via Permuta, empresário mineiro construiu um ecossistema baseado em ativos reais, execução e formação de pessoas, reduzindo a dependência de bancos e do crédito tradicional

Júlio Dário Leitão de Ávila Filho, 38 anos, sabe exatamente do que está falando quando defende modelos de crescimento fora do sistema financeiro tradicional. Empresário, líder de expansão e treinador interno da Via Permuta, ele está à frente de uma das redes que mais crescem no país ao oferecer uma alternativa prática para pequenos e médios empresários transformarem produtos, serviços e tempo ocioso em crédito e novos negócios.
Natural de Araxá, em Minas Gerais, Júlio reside atualmente em Uberaba. Foi na região do Triângulo Mineiro que consolidou sua atuação à frente da Via Permuta, rede que já facilitou mais de 130 milhões de reais em negócios que não existiriam sem a estrutura do ecossistema. O modelo conecta empresas, organiza trocas estratégicas e cria liquidez real para empresários que enfrentam restrições de crédito no sistema tradicional.
A trajetória profissional de Júlio começou longe dos cargos executivos e do discurso acadêmico. Ele foi frentista de posto e empacotador de supermercado antes de enfrentar uma crise financeira severa na família. Em 2010, decidiu prestar concurso público e foi aprovado em 13º lugar na Caixa Econômica Federal entre mais de 450 mil candidatos. Em poucos anos, construiu uma carreira acelerada e se tornou um dos gerentes mais jovens da instituição.
Mesmo no auge da estabilidade, tomou uma decisão considerada improvável: deixou o serviço público para empreender. O primeiro grande passo foi no setor de educação, como franqueado da Wise Up, onde permaneceu por sete anos. Nesse período, liderou equipes comerciais de alta performance, investiu cerca de 1 milhão de reais em duas unidades e trabalhou diretamente com Flávio Augusto, aprofundando sua formação prática em vendas, liderança e gestão de receita.
Foi durante essa fase que Júlio conheceu a Via Permuta. Após cinco anos operando a marca, percebeu que o modelo ia além de uma simples rede de trocas comerciais. Segundo ele, tratava se de uma infraestrutura econômica viável, baseada em ativos reais, rede e execução, e não em promessas. A partir dessa visão, passou a atuar como arquiteto de receita das unidades e líder da expansão nacional.
Hoje, Júlio possui cinco unidades próprias da Via Permuta, é o treinador oficial da rede e lidera a seleção e formação de novos franqueados. Mais de 4 mil empresários já fazem parte do ecossistema, que cresce sustentado por métricas claras, rotina de execução e protagonismo interno. A meta é alcançar 100 unidades em operação no Brasil nos próximos dois anos.
Parte fundamental dessa estrutura é a Why Business School, empresa fundada por Júlio para formar, de maneira prática, empresários e líderes comerciais preparados para operar sob pressão real de mercado. Para ele, crescimento sustentável só acontece quando pessoas certas assumem responsabilidade e entregam resultado mensurável.
Nos bastidores dessa trajetória, Júlio faz questão de destacar o papel da esposa, Anninha. Segundo ele, ela foi protagonista nos momentos mais decisivos do crescimento, sustentando a estrutura familiar e empresarial enquanto ele liderava processos de alto risco e expansão acelerada. Júlio afirma que nada do que construiu teria sido possível sem essa parceria.
Reconhecido pelo estilo direto, estratégico e orientado a resultado, ele acumula premiações ao longo da carreira, incluindo destaque nacional em vendas e faturamento dentro das redes pelas quais passou. Nas redes sociais, soma mais de 3 milhões de visualizações nos últimos 30 dias, com audiência formada majoritariamente por empresários e líderes.
Para Júlio, o impacto do trabalho vai além dos números. Ao fortalecer pequenos e médios empresários, o modelo impulsiona economias locais, gera empregos e cria alternativas reais de crescimento fora do sistema bancário tradicional. Em um cenário de crédito caro e acesso restrito, ele aposta na permuta estruturada como um caminho concreto para quem precisa crescer usando os próprios ativos e a força de uma rede organizada.








