Primeira Prefeita de Itaguaí? Kelaine Goulart chega à reta final sob pressão política e disputa judicial
Filha de ex-prefeito assassinado, candidata afirma ser alvo de ataques e relata ameaças durante a campanha, porém tem direito assegurado de ter seu nome e foto nas urnas

ITAGUAÍ (RJ) — Itaguaí pode estar diante de um marco histórico: a eleição da primeira mulher para comandar a Prefeitura. Kelaine Goulart, candidata do NOVO, segue na disputa com o direito de continuar em campanha resguardado pela legislação eleitoral, enquanto aguarda a decisão definitiva sobre o registro de sua candidatura.
A campanha também é marcada por relatos de perseguição política e ameaças. Kelaine afirma ter sido alvo de ameaças e relata que, por segurança, passou a usar colete à prova de balas durante compromissos nas ruas da cidade.
Uma eleição que pode entrar para a história
A eleição suplementar de 25 de outubro coloca em debate não apenas o futuro da administração municipal, mas também a possibilidade de Itaguaí eleger, pela primeira vez, uma mulher para a Prefeitura. Para Kelaine, a disputa representa a oportunidade de abrir um novo capítulo na história política da cidade.
“Jamais desistirei de Itaguaí. Sigo em campanha, presente nas ruas, conversando com a população e defendendo nosso projeto para a cidade. Meu nome e minha foto estarão na urna no dia 25 e meus votos serão computados. O futuro precisa ser construído com participação, transparência e novas oportunidades”, afirma a candidata.
A reta final da campanha ocorre sob acusações de ataques e ameaças relatadas por sua equipe. O desfecho jurídico e o resultado das urnas serão determinantes para definir os próximos capítulos dessa eleição.
A trajetória fora dos cargos públicos
Kelaine também apresenta como parte de sua trajetória o trabalho à frente de um instituto que, segundo informações divulgadas por sua campanha, já atendeu mais de 20 mil pessoas. Entre as iniciativas citadas estão cursos profissionalizantes, atividades esportivas, consultas médicas por telemedicina e capacitação em tecnologia.
A candidata conta com o apoio político de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas. Sua campanha se apresenta como uma alternativa ao grupo que, segundo ela, domina a política municipal há décadas.
Entenda o caso
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) julgou improcedentes os pedidos relacionados às duas candidaturas de Kelaine Goulart nos respectivos processo s de registro de candidatura. No entanto, conforme o artigo 16-A da Lei nº 9.504/1997, a candidata pode continuar na disputa enquanto aguarda a decisão definitiva sobre o registro. O recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não representa um novo indeferimento da candidatura, mas buscou reafirmar seu direito de ter o nome na urna. Conforme explicado pelo ministro na decisão do TSE, a liminar nem seria necessária para garantir a permanência da candidata na disputa, uma vez que a Lei eleitoral já assegura esse direito, enquanto o registro estiver sub judice . Sendo assim, Kelaine poderá continuar em campanha, com nome e foto na urna eletrônica, e seus votos serão computados normalmente, como os de qualquer outro candidato, no dia 25, garantindo ao eleitor a possibilidade de escolher sua candidata.





