Para quem vê de fora, o universo da moda internacional parece sinônimo de luxo, exclusividade e sucesso. Mas, segundo Marlon Claessen, a realidade pode ser bem diferente.
Com mais de duas décadas de experiência no setor, ele faz um alerta sobre práticas que ainda persistem nos bastidores. “As pessoas acham que está tudo lindo, mas não está. A moda ainda é um ambiente muito tóxico em muitos aspectos”, afirma.
Denúncia de práticas abusivas
Entre os pontos mais críticos levantados por Marlon está a exploração de profissionais iniciantes, especialmente modelos e designers. “Tem eventos em que o modelo precisa pagar para trabalhar. Pagar para desfilar, pagar por fotos, por vídeos… isso não tem outro nome, é fraude”, dispara.
Segundo ele, essa lógica desvaloriza o trabalho criativo e afasta talentos promissores da indústria.
Um chamado por mudança
Outro ponto de preocupação é o impacto psicológico causado por esse ambiente. “Nos anos 90 e 2000, a pressão era absurda. Gritos, humilhações… muita gente carrega traumas até hoje”, relembra.
Para Marlon, a falta de sensibilidade ainda é um problema estrutural no setor. “As pessoas esquecem que por trás de um profissional existe um ser humano”, reflete.
Diante desse cenário, ele defende uma transformação urgente na forma como a indústria opera: “Minha missão é levar informação e conscientização. A moda precisa evoluir como indústria e como ambiente humano.”




